As transformações digitais pelas quais passamos trouxeram os desafios de gerir e extrair inteligência dos dados gerados nas interações com seus clientes. Saiba como o Business Intelligence pode ajudar sua empresa a aproveitar melhor essas oportunidades.

 

O que o Business Intelligence pode fazer pela minha empresa?

A tomada de decisões críticas para os negócios passou por muitas transformações nos últimos anos, deixando de ser algo vertical, do topo da cadeia decisória, passando a ser horizontal, com as áreas operacionais tendo que agir em tempo real frente a mudanças cada vez mais rápidas e fluidas impostas pelo cenário atual. Isso exigiu que as empresas se munirem de ferramentas e processos que garantam que elas estejam um passo à frente da concorrência e antecipe às necessidades dos seus clientes. Com isso, surge o Business Intelligence (BI), que reúne ferramentas, profissionais, metodologias e processos que garantem que todas as áreas da empresa estejam devidamente abastecidas com as informações essenciais à correta tomada de decisão. Se os dados são o novo petróleo, podemos dizer que o BI garante que esse valioso recurso tenha o melhor tratamento e distribuição para cumprir seu papel de levar a novos patamares a gerar vantagens competitivas no longo prazo. 

As pessoas passam cada vez mais tempo conectadas, principalmente aos seus aparelhos celulares, e isso gera uma massa gigantesca de dados que precisam passar por todo um processo de coleta, tratamento, organização, análise e distribuição. As etapas desse processo formam os pilares do Business Intelligence, são eles:

Desenho do projeto

Antes mesmo de iniciar um processo de BI, se faz necessário que o profissional especialista em BI esteja presente durante o processo de estruturação do planejamento estratégico da empresa, é nessa etapa que será feito o levantamento do cenário atual e a definição de onde a empresa quer chegar. Para garantir que a largada seja feita de maneira correta, é primordial que no desenho desse caminho se determine o que será medido, ou seja, os indicadores que serão usados para saber se a empresa está no caminho certo.

Coleta de dados

Toda ação online gera dados, desde a navegação, até as interações, engajamento e conversão (comentários, compartilhamentos, preenchimento de formulários, ligações). Cada ferramenta tem seu método próprio de disponibilizar as informações seja online seja para extração. Como a presença nessas ferramentas demandam investimentos das empresas, seja em profissionais, sejam na compra de mídia paga, se faz necessário extrair o melhor de cada uma delas. E um profissional de BI será capaz de levantar os requisitos e direcionar as melhores estratégias de coleta desses dados. Lembrando que os dados poderão ser coletados tanto de ferramentas próprias da empresa como ERP´s (Sistemas integrados de gestão empresarial), CRM (Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente), Caixa, etc. quanto de sites, redes sociais, Google ADS, ferramentas de inbound marketing e de mídia em geral.

Tratamento e organização dos dados

Após a coleta, se faz necessária o tratamento e a organização desses dados. Como eles serão extraídos de diferentes ferramentas, há de se fazer correções, ajustes e complementos para garantir que poderá ser melhor aproveitado lá na frente pelas demais áreas da empresa. É nesse momento que se pode fazer também o cruzamento dos dados de diferentes ferramentas. O sucesso de qualquer projeto de BI depende muito da dedicação e dos recursos aplicados nesta etapa.

Análise e Distribuição

Aqui pode-se lançar mão do processo de Self Service BI, onde o uso de ferramentas como Google Data Studio, Power BI, Tableau e QlikView (Para citar as principais usadas atualmente) para gerar painéis (Dashboards) dinâmicos e personalizados às necessidades de cada setor ou nível hierárquico. Esse tipo de plataforma de análise e BI visa dar suporte ao desenvolvimento de conteúdo analítico ativado por TI com arquitetura independente que permite que usuários não técnicos possam executar análises e tomar decisões. É papel do profissional de BI fazer o levantamento com cada uma das áreas os requisitos e necessidades a fim de fazer uma entrega assertiva das informações, determinando periodicidade, volume e formatos mais adequados a cada aplicação e uso dos dados.

Monitoramento

De nada adianta estruturar e investir em um projeto de Business Intelligence, sem que todas as áreas estejam cobertas e aplicando o uso dos dados na tomada de decisão. É papel do profissional de BI dar suporte e manutenção dos painéis, treinar as equipes e participar dos projetos que visam promover mudanças de cenários adversos ou oportunidades que serão identificadas com ajuda das análises. Além de atuar como um guardião do correto uso dos dados, seja do ponto de vista de requisitos de coleta, tratamento e distribuição quanto de segurança e governança dos dados frente às exigências trazidas por leis como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)

Vantagens do uso do BI

Além de poder contar com todo um processo estruturado que vai servir as áreas com dados no momento e formatos corretos, o uso do BI na empresa garante uma gama de vantagens e benefícios tanto no nível operacional quanto no estratégico, como:

Gestão eficiente de informações

Gerir dados se tornou obrigatório, uma vez que somente a tomada de decisão por feeling não atende mais às necessidades de negócio e dos consumidores.

Otimização de processos

BI ajudará sua empresa a identificar quais processos necessitam melhorias, uma vez que irá indicar em qual etapa os resultados não estão de acordo com os objetivos da empresa.

Previsibilidade e agilidade

Antecipar cenários gera vantagens competitivas e garante movimentos rápidos frente às mudanças e a concorrência.

Tomada de decisões estratégicas embasadas e mais assertivas

Acabou a era do achismo. Se há informações em abundância circulando dentro da empresa e entre consumidores e empresa, não as usar é desperdiçar dinheiro e oportunidades.

Investimentos, economia de custos e resultados otimizados

Garantir que os recursos adequados estão sendo aplicados nos canais, frentes estratégicas e de maior retorno.

Fidelização de clientes

Os consumidores cada vez mais conectados e informados se tornaram mais exigentes. Se antecipar a essas necessidades fará com que os consumidores se sintam ouvidos pela empresa. Mesmo quando ele não seja explícito em duas demandas. Estamos vivendo a era da personalização.

Garante rápida reação às mudanças nas condições dos negócios

Cenários adversos são inevitáveis, porém aqueles que estiverem munidos das melhores e mais estratégicas informações poderão reagir a fim de minimizar estragos.

Detecta e desfaz gargalos

Toda empresa tem gargalos e frentes que podem estar “queimando” dinheiro. Um projeto de BI bem aplicado garantirá que essas perdas sejam estancadas, garantindo excelentes retornos sobre os investimentos.

Fornece informações seguras onde e quando necessário

Garantir que todas as áreas estejam devidamente abastecidas com os dados que necessitam na hora, formatos corretos e de forma segura, para que assim, a energia e os recursos sejam aplicados de forma estratégica nos planos de ação que geram resultados.

Reconhecimento do mercado

Ainda na fase de planejamento estratégico a empresa precisará saber onde está pisando, esse reconhecimento do terreno poderá ser feito com análise de dados, sejam eles provenientes de pesquisa de mercado encomendadas, sejam de dados secundários de pesquisas econômicas e do governo. Um projeto bem aplicado de BI garantirá um melhor aproveitamento e cruzamento desses dados com a realidade da empresa e os dados dos seus consumidores.

 

Business Intelligence x Big Data

Big Data, como o próprio nome diz, é a área do conhecimento que estuda como obter, tratar, analisar informações a partir de conjuntos de um volume de dados grandes demais para serem analisados por sistemas convencionais. Ao longo das últimas décadas, a quantidade de dados gerados tem crescido de forma exponencial por conta da sociedade cada vez mais conectada e que passa a maior parte do tempo consumindo e produzindo informações em celulares, computadores, Smart TV´s, relógios e outros dispositivos móveis. O termo Big Data surgiu em 1997.

As ferramentas de big data são de grande importância na definição de estratégias de marketing, aumentar a produtividade nas empresas, reduzir custos e tomar decisões mais inteligentes. A essência está em gerar valor para negócios e para a ciência, onde essas ferramentas têm sido usadas para gerar avanços como identificação de doenças, previsão de catástrofes e descoberta de novas tecnologias com aplicações em diversos campos do conhecimento.

As principais características para que os dados sejam considerados grandes, são:

Volume: relacionado a grande quantidade de dados gerados;

Variedade: as fontes de dados são muito variadas, o que aumenta a complexidade das análises;

Velocidade: Devido ao grande volume e variedade de dados, todo o processamento deve ser ágil para gerar as informações necessárias;

Veracidade: A veracidade está ligada diretamente ao quanto uma informação é verdadeira.

Valor: Este conceito está relacionado com o valor obtido desses dados, ou seja, com a “informação útil”.

As categorias de dados que podem ser trabalhados são o Social Data, que são os dados coletados de redes sociais; Dados empresariais, coletados pelo RH de empresas, setores de vendas, finanças, logística e produção e;  Dados pessoais, relacionados ao conceito da Internet das coisas, são aqueles obtidos através de aparelhos de uso pessoal ou coletivo, tais como smartphones, geladeiras, televisões, carros, relógios inteligentes, etc.

A diferença entre BI e Big Data:

A principal diferença está no fato de que projetos de BI não exigem que haja um grande volume de dados a serem analisados e se aplica a empresas de qualquer tamanho, uma vez que os benefícios da estruturação e da automatização dos processos poderão ser aproveitados para gerar resultados financeiros e estratégicos independentemente da origem e volume dos dados. 

A vantagem em aliar o BI com o Big Data é estar preparado do ponto de vista de processos e cultura do uso dos dados quando o volume exigir o investimento em novas ferramentas e profissionais, já que os projetos de Big Data envolvem além dos analistas de BI, também cientistas de dados, estatísticos e programadores conforme o tamanho do projeto e variedade de fontes de coleta de dados.

Por que devo usar BI no meu marketing?

Entre os principais desafios dos profissionais de marketing e gestores de empresas estão a necessidade de comprovar resultados, garantir a otimização do uso das verbas de marketing e ser mais estratégico e menos operacional. O BI poderá ser um aliado uma vez que automatiza e dá autonomia às áreas munindo-as com informações para a correta tomada de decisão. Caberá ao gestor de marketing gerir as áreas gerando uma integração, provendo recursos e exigindo o cumprimento dos objetivos traçados no planejamento estratégico.

Gerir com agilidade as informações para tomar decisões seguras é fundamental, por isso, na aplicação no Marketing são usadas metodologias e ferramentas para coleta, estruturação, processamento e análise de dados ou informações da gestão de negócios, direcionando a alocação de recursos nos canais e ações com maior retorno sobre o investimento, ROI. O uso de ferramentas e processos de Social Media Analytics (Redes Sociais), Web Analytics (Sites e blogs), Mídia Analytics (Google, Facebook e Linkedin ADS), Inbound Marketing e CRM (RD Station) e Dashboards como Power BI, Google Data Studio e Google Analytics.

Um parceiro especializado em BI poderá prover o gestor de marketing com pacotes de análise das informações, customização de relatórios, suporte a tomada de decisão, apresentação mensal presencial com alinhamento e redirecionamento de estratégias. Pesquisas de satisfação, cliente oculto e Pesquisa NPS (Net Promoter Score) também poderão ser aplicadas, tendo seus dados processados e apresentados ao cliente em formato de Dashboards com direcionando das ações a serem tomadas.

Internamente, a empresa poderá contar com um profissional responsável pelo desenho e definição de indicadores, métricas e KPI (Indicadores-Chave de Desempenho) e que terá a função de gerir a correta implantação dos processos. Esse tipo de profissional interno é indicado para os casos onde a empresa já tenha um volume de dados consideráveis a serem trabalhados e quando o profissional de marketing ou gestor já esteja sobrecarregado com assuntos operacionais. 

Por outro lado, contar com a assessoria de uma agência especializada que dará suporte nessa transição, garante que a empresa não fique descoberta de informações valiosas durante a estruturação da sua própria área de BI. A Motion publicidade tem uma equipe de especialistas (planejadores, analistas de mídia e de Business Intelligence) aptos e assessorar a sua empresa no mapeamento dos pontos de contato, canais, mídias e indicadores, bem como o apontamento das melhores metodologias, processos e ferramentas a serem aplicadas para que seu negócio possa tirar o máximo proveito dos dados gerados internamente e na interação com os clientes.